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Um reserva especial que poderia ter sido um Barca Velha!

A histórica vinícola duriense possui como nome o apelido de sua mais notável proprietária e administradora, D. Antónia Adelaide Ferreira, herdeira de terras que, com excepcional presença de espírito e um pouco de sorte, conseguiu multiplicar o patrimônio da família e contribuir para a produção vitivinícola do Douro.

Um de seus mais importantes feitos foi o de adquirir um grande lote de vinhos a preços baixíssimos devidos à superprodução logo antes do período de extrema escassez causado pela praga da filoxera. A senhora pôde negociar então de maneira excepcional com os ávidos compradores ingleses e aumentar em muito o patrimônio da família, reinvestindo grande parte do dinheiro no replantio das videiras e também na construção de quilômetros de estradas, linhas de trem e na reforma de hospitais e escolas.

É também nas adegas da Ferreirinha e pelas mãos de Luís Sottomayor, enólogo-chefe e atual responsável pela produção do Barca Velha, que são produzidos os Callabriga Douro, os vinhos durienses da já renomada “coleção” de vinhos regionais da Sogrape.

Esta foi a última colheita feita por Fernando Nicolau de Almeida, criador do Barca Velha e pioneiro da segunda época dos vinhos de mesa do Douro. Quando eles estavam tentando decidir se esta deveria ser Reserva Especial ou Barca Velha, todo mundo gostava do vinho, mas a maioria encontrou um toque verde no aroma, essa foi a principal razão pela qual se tornou Reserva Especial. Mas Luis de Sottomayor acha que a nota verde veio do carvalho português, e não verde da uva, que eventualmente desapareceu. Então talvez pudesse ter sido um Barca Velha? Fonte: Jancis Robinson

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